Parecia uma manhã como todas as outras. Dom acordou berrando as 6 e meia da manhã, Zara acordou com os gritos do Dom, Cae (o pré adolescente que realmente deveria acordar cedo) continua dormindo e precisa ser acordado… Levanto, troco fraldas, tento checar os emails pelo celular… Abro a geladeira e vejo que não tem leite. Deixo a Zara com o João, pego o Dom e vou levar o Cae para escola. Abro a porta do carro e me deparo com uma surpresa maravilhosa. Uoooooou, um anjo passou por aqui? Meu carro está limpo! Nossa, consigo até ver o chão do carro. É cinza escuro. Que bonito. Não lembrava. Eu sou uma mulher de sorte mesmo. Casei com o melhor marido do mundo. Levou meu carro pra lavar. Isto é que é marido!
Prendo o Dom na cadeira do carro, Cae entra, e vamos felizes e contentes levar o Cae para a escola.

Deixamos o Cae na escola e nos dirigimos ao mercado. Vou tirar o Dom do carro e vejo que ele está com o nariz escorrendo. Penso que não tem problema, afinal, eu sou uma mãe super precavida e tenho centenas de paninhos aqui no carro. Paninhos? Cade os meus paninhos? O João levou meu carro pra lavar e tirou todos os meus paninhos? Como assim? Quem deu essa liberdade? Olho por todos os lados e não vejo nada que possa ser usado para limpar um nariz. Olho para o chão, aonde deveriam estar todos os meus paninhos, e só vejo o estofado cinza escuro do carro. Que a estas alturas já estou achando feio pra caramba. Com muita classe limpo o nariz do Dom com os meus dedos. E com mais classe ainda, limpo os meus dedos no pijama dele.

Uma pequena pausa para celebrar o fato de que eu vivo em um pais onde ir de pijama no mercado é a coisa mais normal do mundo.

Entramos no mercado e coloco Dom com seu pijama catarrado sentado naqueles carrinhos para criança, com volante e tudo mais. Vou carregando aquele trambolho de carrinho, mercado a fora, em busca do leite. Para minha surpresa o mercado esta cheio. Cheio de pessoas sem crianças. Uau, estou impressionada com o número de pessoas que vão propositalmente ao mercado fazer compra de mês antes das 8 da manhã. Como assim? Alguém avisa estas pessoas que elas podem ir pra casa dormir. Comer. Sei lá.

Me dirigo até a sessão de leites. Estaciono o carrinho e fico ali olhando as opções. Óbvio que eu sei muito bem qual leite eu vou comprar, mas já que estou aqui mesmo, vou dar uma conferida nas novidades e tendências verão 2016 dos laticínios.

Uma pausa para comentar que tudo nesta vida pode virar leite. Acho que até deveríamos mudar a frase “tudo acaba em pizza” e dizer que tudo acaba em leite. Sério mesmo gente, tem leite de tudo: Leite de vaca, leite de cabra, leite de soja, leite de amêndoas, leite de amêndoas com baunilha, leite de coco, leite de castanha, leite de arroz (A-R-R-O-Z), e até leite de cannabis!

Enquanto vejo os leites, escuto a voz do Dom: “- O passao”. Continuo concentrada nos leites e escuto novamente: “- O passao”. Ignoro mais uma vez, até que ele grita: “Mamãe, o passao!”. Me viro para olhar e já é tarde demais. Dom agarra uma caixa de cereal que tem um desenho de um passarinho. A caixa que o Dom pegou estava empilhada juntamente com outras 30 caixas. E como nas propagandas de anticoncepcional e camisinha, todas as caixas de cereais foram para o chão. Um funcionário do mercado que estava perto, olhou pra mim e sorriu. O pior (ou o melhor) é que senti que foi um sorriso verdadeiro. Daqueles: Nossa, eu só tinha visto uma cena como esta em filmes”. Eu querendo me enfiar dentro da geladeira e me fingir de leite, sorri de volta. Juntamos todas as caixas e empilhamos da forma que conseguimos. Dom com aquela cara de paisagem: “Não sei quem fui”.

Cato o primeiro leite que vejo na minha frente (graças a Deus que não foi o de arroz), e vamos em direção ao caixa. Chegando no caixa vejo que estou sem a minha carteira. Mas tudo sobre controle, deve estar no carro. Deixo o leite no caixa e corro com o Dom no colo, em direção ao carro. A carteira não está no carro. Por quê, por quê, por quê? Porque o João lavou o meu carro e tirou todos os meus pertences de lá. Eu devo ter colado chicletes na cruz. Ahhh mas o João me paga. Dessa vez eu não vou deixar passar. Corro pra casa, pego a carteira, volto para o mercado, pago o leite, vou pra casa. Sento no computador para escrever este post. O computador trava. Foda-se o mundo.

Vou para a cozinha. Preciso pensar um pouco. Encontro um ovinho de páscoa com mini mm’s que a Dinda do Dom deu pra ele de páscoa. Mini mm’s são como felicidade na versão mini. Sorry Dom, mamãe está precisando destes mini MMs muito mais do que você. Um brinde a Dinda do Dom e um brinde à sexta-feira!

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