Dia de vacina

   

Esta negócio de mãe ter que assistir o bebê tomar vacina é punk. Me sinto uma traidora. Víbora. 

Judas.

Duas caras.

Coração de pedra.

E o drama começa: Ela sorri pra mim. Eu sorrio pra ela.

Eu sei bem o que vem pela frente. Já ela, nem sonha. 

No auge da inocência dos seus 6 meses de idade, ela brinca de puxar o forro de papel.

A enfermeira entra. 

Oooo dó. Mil vezes oooo dó!

A primeira é uma vacina oral. 

Uma salva de palmas para vacina oral. 

Amo vacina oral.

Tudo é tão mais fácil quando tem gosto de morango.

Mas tranquilidade de mãe dura pouco. 

A enfermeira me pergunta se eu prefiro as duas injeções na mesma perna ou uma em cada perna.

Que tipo de pergunta é essa? 

Pelaaaaamor! 

Duas na mesma perna.

Na esquerda ou na direita?

Senhor!! 

Na esquerda. 

Não, não. Uma em cada perna. 

Sei lá, faça como quiser mas faça rápido.

Não vou olhar, não vou olhar, não vou olhar.

O silêncio que precede o choro.

Sempre inconfundível.

3. 2. 1.

O choro é sentido.

Lá vem aquele olhar.

O olhar pós vacina me mata.

Sei que é coisa da minha cabeça, mas sempre acho que eles nos olham com a sensação de que foram traídos.

Desculpa nenem. Passou. Passou. It’s ok. 

Mês que vem a mamãe te trai denovo. 💔

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