Para mães de bebês que choram (muito).

Aviso: Se o seu bebê é super tranquilo, nunca chora, e já nasceu dormindo a noite inteira, este texto não é pra você. Eu tive um filho assim, e se eu tivesse só ele, eu jamais entenderia um texto como este.

Para mães de bebês que choram (muito):

Por mais que as pessoas não gostem de admitir, a verdade é que alguns bebês são mais “difíceis” do que outros. São bebês que tem mais dificuldade na adaptação a vida fora do útero. Bebês que choram mais. Bebês que tem cólica. Bebês inquietos, que passam os primeiros meses de vida resmungando.
A Zara foi um destes bebês. Lembro das noites em que eu implorei para ela dormir (aqueles momentos que no dia seguinte a gente lembra, se culpa e se sente a pior mãe do mundo). Se o seu bebê é como foi a Zara, este texto é pra você.

Antes de mais nada, não se sinta na obrigação de curtir cada momento “porque passa muito rápido”.

Pois bem, é verdade que passa rápido. É verdade que você “nunca mais vai viver este momento novamente.” É verdade que “num piscar de olhos ele estará andando” É verdade que “um dia você vai acordar e vai se perguntar como o tempo passou tão rápido.” Tudo isto é verdade.

Mas também não deixa de ser verdade, que as 3 horas da manhã, aos sons de um bebê chorando, e quando você está em dúvida se a área molhada da sua cama é leite materno, ou xixi de uma fralda que vazou, você pode muito bem se perguntar: “- What a fuck? O que está acontecendo com a minha vida?”

Me desculpem, mas é impossível “curtir” cada momento. Este é o conselho mais irrealista que alguém pode dar. Claro que alguns momentos são mágicos. Momentos em você se sente a melhor e mais sortuda mãe do mundo. Momentos em que você olha para o seu bebê e pensa que ele é a coisa mais perfeita e mais linda que os seus olhos já viram.
Mas tem momentos que são uma merda (com o perdão da palavra).
Existem dias em que os momentos lindos prevalecem. E a vida é bela.
Mas tem dias que os momentos merda ganham. E ganham de lavada. Brasil x Alemanha.
Para estes dias, lembre-se: “It’s ok not to be ok”. Você não precisa estar bem a todo o momento. Você tem este direito. Deixe o bebê chorando no berço por 30 segundos e vá lá fora e respire fundo. Conte até 10, 15, 20. Volte e recomece da onde você parou.
Leve o dia a diante.
Sobreviva.
Se de ao direito de não ter que curtir cada momento.
Saiba que valerá a pena. Sim, acredite, vai valer a pena. Risadas fofas estão por vir. Há fortes previsões de abraços, carinhos, “mamãe eu te amo”. E situações que vão fazer todos os dias merda desaparecerem.
Mas agora, neste momento, você não vai enxergar isto.
E faz parte. E não tem problema.
Peça ajuda.
Não tenha vergonha de pedir ajuda. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza. Muito pelo contrário, é um sinal de força. Estar cansada, estar tentando de tudo, e admitir que está difícil, é apenas um sinal da sua determinação em garantir o bem estar do seu bebê.
Se você tem a sua mãe, sua sogra, sua tia, seja lá quem for, e estas pessoas estão dispostas a te ajudar (e eu tenho certeza que elas estão). Aceite, aceite, e aceite.
Não se sinta culpada por precisar DORMIR. Uma mãe com as energias renovadas faz milagres.
E por falar em milagre, saiba que um dia, em um futuro próximo, o bebê vai chorar menos. Sim, este dia vai chegar. Mas por enquanto, sinta-se abraçada e vá levando da forma que der.

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Rafaela Carvalho. A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar mas não copie e cole.

2 comentários sobre “Para mães de bebês que choram (muito).

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