Tirando o Dom da fralda. Dia 3, o resumo.

Tirando o Dom da fralda. Tentativa 1. Dia 3, o resumo.

Hoje tomei meu café no chão do banheiro.

O único jeito de manter a criança no vaso é contando história. Falei até a língua doer. Falei muito mais do que o aceitável para as 7 da manhã.

Conversamos sobre elefantes que vão a praia pular ondas e são surpreendidos por peixes falantes. Conversamos sobre o Mickey Mouse, sobre macacos que andam de patinete, sobre os tomates da horta, e sobre coelhos maluquinhos. Entre uma história e outra, enquanto eu parava de falar para tomar um ar, ele ameaçava levantar. Descobri que a velocidade que consigo falar é inversamente proporcional a capacidade do meu corpo de produzir saliva. Hoje passei a admirar Galvão Bueno.

De tanto ficar agachada no banheiro, quem já estava querendo fazer cocô era eu.

Depois de contar histórias envolvendo todos os bichos do reino animal, e quase querendo afundar a arca de Noé, apelei para os brinquedos. Descolei uma massinha de modelar amarelo neon e ali ficamos. Fizemos bolinhas de massinha, colamos as bolinhas na parede. Contamos as bolinhas. Juntamos as bolinhas em uma grande bola. (Repetimos este processo 67534 vezes).

Escutei um barulho suspeito e já estava me preparando para a dança da vitória. Mas não. Não era cocô. Era massinha. Ele derrubou a fuck*** massinha dentro da privada.

Naquele momento eu me encontrei na encruzilhada que toda mãe enfrenta pelo menos uma vez na vida: Enfiar ou não enfiar a mão na privada? A cara do Dom dizia tudo. Se eu não pegasse a massinha ele ia sair daquele banheiro. Entre enfiar a mão na privada, e limpar um possível cocô que poderia sair no meio da minha sala, escolhi enfiar a mão na privada.

Peguei a massinha, dei uma ligeira lavada na torneira, e devolvi para a criança se entreter mais um pouco. Uma massinha com águinha de privada uma vez na vida não há de fazer tão mal (oremos)!

Xixi. Conseguimos o primeiro xixi. Gritei feito uma louca. Ele deu a descarga orgulhoso, e sumiu do banheiro. Afinal, depois de 40 minutos, não tinha mais saravá que segurasse esta criança ali dentro. Eis que ele se foi com o pai para o quintal.

Meia hora depois vem meu marido correndo com o Dom no colo: “- Banheiro, banheiro, banheiro!

Tcharammm: Cocô no vaso!! Que emoção! Agora sim, gritei feito uma louca.

Tum tum tummm tum tum tummmm (tema da vitória de Ayrton Senna).

Nestas horas sempre pego meu marido me olhando. De duas uma. Ou ele pensa todo orgulhoso que é um cara de sorte pois arrumou uma mãezona para os filhos. Ou (e esta opção com certeza é a mais provável) ele pensa preocupado que estou ficando cada dia mais pinel e teme pela minha sanidade mental.

Placar:

Cocô pela casa: Já até perdi a conta (provavelmente uns 12)  X  Cocô na Privada  1

Pelo menos de zero já não iremos perder!

 

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