Tudo o que importa.

Em Setembro minha caçula faz um ano. Hoje fiquei aqui lembrando de quanta coisa aconteceu em um ano. Em muitos dos meus textos eu falo sobre a importância de me dar ao direito de não ser perfeita. E fazendo uma reflexão de tudo que passou nestes últimos 12 meses, posso dizer que estou orgulhosa de mim mesma. Eu cuido bem dos meus filhos. Sim, eu acho que cuido bem deles. E digo isso em voz alta para que eu possa escutar da minha própria boca. Eu estou longe de ser a mãe ideal. Eu erro bastante. Algumas noites eu não escovo os dentes de um ou de outro, eu ergo o tom de voz muito mais do que eu gostaria de admitir, eu já coloquei a Zara sentada em cima de espinhos (esta vai ter que ficar para um próximo texto), eu já deixei que meus filhos se machucassem bem debaixo do meu nariz, eu me tranco no banheiro para ter minutos a sós, eu perco momentos doces porque estou olhando para a tela do celular, enfim, a lista de erros é grande. Mas eu estou aqui. Todos os dias, eu estou aqui. 

Eu estou aqui nos dias de pouca paciência, nos dias de virose, nas noites de pesadelos, nas manhãs que começam cedo até demais, e nas frustrações deles com eles mesmos. Não existe nada de mais valioso do que isto. Este é sem dúvida o melhor presente que minha mãe me deu, e é isto que quero dar para os meus filhos. Poder nutrir os seus corações. Ser porto e ser seguro.

Crianças não precisam de Ipads, roupas de marcas, ou mil atividades elaboradas. Tudo que eles precisam mora dentro de nós. É como se já nascêssemos com um kit mãe guardadinho nos nossos corações. E quando não sabemos o que fazer, só precisamos procurar lá dentro. Quantas vezes já me peguei procurando a resposta no lugar errado. Algo tão simples, mas que fica apagado no dia a dia. Uma certeza que deveria ser passada de geração para geração: Eu sou a mãe que meus filhos precisam. Sou eu quem dá a certeza de que haverá alguém esperando por eles a todo nascer do Sol. E que depois de um longo dia, quando a Lua aparecer, eu ainda estarei lá.

Toda mãe morreria por seu filho, mas para viver verdadeiramente com eles, isto é algo especial, o nosso mais doce desafio.

Quando eu estiver velhinha, no final da minha vida, o que irá me fazer sentir como uma vitoriosa não tem nada a ver com dinheiro ou com qualquer outra coisa que o mundo possa me dar, mas sim com os meus filhos e como eles se sentiram sob os meus cuidados. Eu quero que eles possam olhar para trás e dizer: “Minha mãe nunca conseguiu manter a casa muito organizada, e havia brinquedos espalhados, e a pia da cozinha vivia cheia, mas ela estava lá. Eu era visto, eu era importante, eu era amado”.

Isto é realmente tudo o que importa.

2 comentários sobre “Tudo o que importa.

  1. Amei o texto! Eu vou ser mãe em menos de um mês, se Deus quiser, e já estou pedindo a Ele que me prepare para ser o melhor que eu puder! Mas somos seres humanos, e por esse motivo, não somos perfeitos, e nem devemos nos cobrar isso. O ideal é observarmos as lições da Sagrada Família, e tentarmos imitá-los, dentro de nossas possibilidades! Parabéns!

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