Dentro do eu te amo

O amor que uma mãe sente por um filho definitivamente não vem do coração. Amar do coração é fácil, qualquer casalzinho novo, destes que a gente vê por aí, ama com o coração. O amor de mãe vem do núcleo de cada célula. Vem da alma, dos ossos, do sangue, fica estampado no DNA. É o tipo de amor que não precisa de reciprocidade para continuar ardendo.

Quando uma mãe diz ao filho que o ama, ela não está apenas dizendo o quanto se sente bem por ele existir. No “eu te amo” de uma mãe, mora uma infinidade de juras escondidas: “Você é meu mundo, meu sol, e minha lua. E não há vida ou morte que possa isso mudar. Aonde quer que você vá, o meu amor irá com você. Ele pode atravessar paredes, continentes, e mundos, só para encontrar o seu coração. Ele irá te procurar no horizonte, no oceano, nas estrelas, e é capaz de te achar mesmo quando você estiver perdido dentro de si. 

Por você eu me transformo em luz, em caminho, em chama, e em nascente. Se há perigo, o meu amor vira escudo. Se há insegurança, ele se torna porto. E se houver medo, ele se faz seguro. Quando você se sente sozinho, o meu amor cria tato, que é para poder acariciar os seus cabelos, enquanto no seu ouvido ele sopra a nossa cantiga. Não perca tempo me procurando com os olhos, meu amor é invisível e não tem dimensão. Você é o meu começo, meu meio, e jamais meu fim. Por você eu vivi até aqui e por você eu sou eterna.

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